quinta-feira, 10 de julho de 2008

BASTA SRS. DEFENSORES!!!

(Tereza Cristina Saraiva)

Acredita no que está escrevendo? Qual a desgraça maior que matar sua própria filha? Quantas Isabellas terão que morrer pelo fato de seguidores monstruosos em defesa de monstros assassinos!

Não estamos aqui em defesa de assassinos CHEGAAAA, BASTAAAA, vcs ou qualquer um que fazem defesas a monstros, assassinos de crianças, delinqüentes patrocinados pelos pais irresponsáveis, achando que dinheiro compra tudo e a todos.

Pedrinhos, Marianas, Joãos, Isas. APENAS CRIANÇAS.

O que essas crianças fizeram para tanto horror, para tanta crueldade?

Não adianta Srs defensores de ASSASSINOSSSSSSS, não vamos nos calar, nem vc, nem família, nem amigos, estagiários e seguidores (mentes doentias) de criminosos, monstros.

Estamos perdendo um futuro!!! Perceberam???

Não vcs não tem capacidade de perceber a gravidade que assola o nosso país.

Estão matando nossos pequenos futuros, e deixando MONTROS iguais a vcs a solta, colocando assassinos em pedestais, heróis do nada, dos ninguéns.

Viva os dinheiros DEFENSORES, compra até amizades e simpatizantes!!!

O que jamais poderão comprar é esses nossos futuros que morreram nas mãos de quem deviam protegê-los.

PARABÉNS defensores!!! Esse país está sendo invadido por criminosos de classe média alta. Que se acham no direito de tirar vida, mas gritam por inocência!!!

E os inocentes mortos? Todos eles, independente de classe social?

E para entender.

Por quê???? Para que?

Meus pêsames a todas as famílias vitimam da violência.

Meus pêsames a todas as pessoas que defendem assassinos.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Reunião no IML de São Paulo

Dr. Cembranelli, Cristina Christo e Ana Carolina Oliveira se reunem com peritos do IML em São Paulo.

terça-feira, 8 de julho de 2008

DESPACHO DR. MAURÍCIO FOSSEN - 08/07/2008

Fica a defesa intimada do despacho de fls.2583/2584: 1. Fls. 2512: Não houve determinação para intimação da testemunha Samanta Neublum Frichi na deliberação de fls. 2501/2504, uma vez que esta testemunha substituiu aquela outra indicada inicialmente pela co-ré Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, para ser ouvida como testemunha do Juízo, Sr. Camargo Júnior. Todavia, através daquela mesma deliberação (fls. 2501/2504), foram indeferidas as oitivas de todas as pessoas ali indicadas para serem ouvidas como testemunhas do Juízo, face aos fundamentos ali apresentados. Em sendo assim, não tendo sido autorizada a oitiva das pessoas indicadas pela co-ré Anna Jatobá como testemunhas do Juízo e estando a pessoa de Samanta Neublum Frichi arroladas entre aquelas pessoas indicadas para serem ouvidas como testemunhas do Juízo, sua oitiva, em conseqüência, foi indeferida, daí porque não houve qualquer determinação naquela deliberação de fls. 2501/2504 para sua intimação para a audiência de continuação ali designada. 2. Feito tal esclarecimento, determino que seja cumprido o item “G” da deliberação de fls. 2501/2504, abrindo-se vista dos autos ao nobre representante do Ministério Público para que se manifeste quanto aos requerimentos formulados pelos réus às fls. 2143/2148, como também para tomar conhecimento quanto ao teor dos pareceres oferecidos pelos assistentes técnicos contratados pelos réus, que se encontram acostados às fls. 2149/2400, 2403/2432 e 2433/2473 e também para tomar ciência do documento de fls. 2513 e do laudo de reprodução simulado do crime elaborado pelo Instituto de Criminalística acostado às fls. 2518/2581. 3. Com a vinda aos autos da resposta ao ofício remetido ao jornal Folha de São Paulo (fls. 2582), intimem-se os I. Drs. Defensores dos réus para que se manifestem, como também para tomarem ciência do documento de fls. 2513 e do laudo de reprodução simulado do crime elaborado pelo Instituto de Criminalística acostado às fls. 2518/2581. 4. Cumpridas todas essas determinações, tornem os autos conclusos para novas deliberações.

http://www.tj.sp.gov.br/portaltj/Paginas/Pesquisas/Primeira_Instancia/Criminal/Por_comarca_criminal.aspx

Cenas Exclusivas Record

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Lei n.º 8.072

Em 25 de julho de 1990, houve a publicação da Lei n.º 8.072, dispondo a respeito dos crimes hediondos, que, segundo nossa gramática, significa horrível e repulsivo. Tal lei dispunha a impossibilidade de anistia, graça, indulto, fiança, liberdade provisória e o cumprimento da pena em regime integralmente fechado.

Aproximadamente no início de 2006, foi deferido o pedido de um Habeas Corpus, e juntamente declarou-se a possibilidade de progressão de regime para condenados por crimes hediondos. Ressalte-se: neste julgamento foi concedida a liberdade para um condenado a 12 anos e três meses de reclusão por molestar três crianças (atentado violento ao pudor).

Portanto, com a nova redação do art. 2º da Lei n.º 8.072 (lei n.º 11.464/2007), a progressão de regime passou a ser válida para qualquer condenado por crime hediondo. Permaneceu a proibição quanto à anistia, graça, indulto e fiança, mas o regime, que antes era integralmente fechado, passou a ser inicialmente fechado, e a previsão de progressão passou a ser possível após o cumprimento de 2/5 da pena, para réu primário e 3/5 se reincidente.

Infelizmente, podemos concluir que a todo instante e a qualquer modo se busca proteção a garantias constitucionais; esquecendo uma que, paradoxalmente, fica em segundo plano, apesar de ser a mais importante: A VIDA!

Enquanto acompanhamos essas alterações, supostamente feitas para serem garantidos direitos constitucionais, vimos também ser retirado o direito constitucional à vida de Daniela Perez (22 anos), Ives Ota (8 anos), Dorothy Stang (73 anos), Felipe Caffé (19 anos) e Liana Friedenbach (16 anos), Manfred (49 anos) e Marisa Von Richthofen (50 anos), João Hélio (6 anos), Isabella Nardoni (5 anos), Laila Luiza (9 anos), Luana de Jesus Amorim Miranda (3 anos), dentre tantos outros aqui não relatados e outros que não serão lembrados, já que sequer foram noticiados, devido a uma ocultação proposital, triste e dolorosa, que objetiva esconder algo que nos horrorizamos em enxergar: A que ponto chegou nosso amado país!

Enquanto os condenados por crimes hediondos se vêem livres ao cumprirem 3/5 ou 2/5 de sua pena, nós, cidadãos de bem vivemos aprisionados pelo medo. Sim, os verdadeiros encarcerados somos nós, - pessoas que honestamente buscam uma qualidade de vida; trabalham, lutam e estudam para isso - que tememos ao sair de casa e abrir o vidro do carro; ou então, mesmo permanecendo dentro de nossas residências, trancamos portas e janelas antes de dormir.

Àqueles que não se conformam com tantas barbaridades, exigem a revisão/reformulação do Código Penal, sonham com um Brasil melhor, desejam a tranqüilidade de saber que a justiça será feita e queiram fazer a diferença: por amor ao próximo, ASSINE. Um dia todos agradecerão!!

"QUEREMOS O DIREITO DE VIVER E QUE SEJA FEITA A JUSTIÇA"
Nosso objetivo é obter um milhão de assinaturas, para que sejam tomadas as devidas providências.
Sua participação é muito importante!

http://melhorabrasil.webcindario.com/index.php

sábado, 5 de julho de 2008

Novas fotos do laudo reconstituem últimos momentos de Isabella

E acompanhe a conta dos peritos para saber em quanto tempo a menina foi morta.
Peritos cronometraram tempo do que teria acontecido na versão dos acusados.
a conta dos peritos para saber em quanto tempo a menina Isabella foi morta. Os peritos do Instituto de Criminalística cronometraram o tempo do que teria acontecido na noite da morte da menina Isabella, na versão dos acusados.
Para chegar ao resultado da reconstituição, os peritos cruzaram informações do laudo necroscópico, de depoimentos de testemunhas e de um levantamento detalhado do local do crime. Foram dois meses de trabalho.
Uma das conclusões foi a cronometragem do tempo na versão do casal. Para isso, os peritos fizeram a seguinte conta: primeiro, marcaram no relógio o tempo que Alexandre Nardoni teria gasto para tirar Isabella no carro e deixá-la no apartamento – 6 minutos e 54 segundos.

Depois, fizeram a segunda parte, quando ele volta para a garagem e vai ao apartamento com a família – são mais 6 minutos e 4 segundos.

O tempo gasto no elevador foi somado separadamente – os peritos consideraram que o elevador já estivesse no subsolo quando a família chegou e no sexto andar nas duas vezes em que foi usado por Alexandre. Do subsolo ao sexto andar, 1 minuto e dois segundos, o mesmo tempo para descer e voltar ao apartamento, e 52 segundos do sexto ao térreo. Somando tudo, o casal gastaria 16 minutos e 56 segundos. Mas entre a chegada do casal e a queda da menina se passaram apenas 12 minutos e 26 segundos.

Os peritos também chegaram à conclusão que, se realmente houvesse uma terceira pessoa, ela teria apenas um minuto e 55 segundos para guardar os objetos usados para cortar a rede, limpar as manchas de sangue, lavar a fralda, trancar a porta e sair sem deixar qualquer vestígio.
Para chegar a essas conclusões foi fundamental a participação das testemunhas na reconstituição. Os peritos fotografaram cada uma, como estavam no dia do crime. Uma das fotos mostra a visão do porteiro quando a menina já estava no chão. Por telefone, ele informou ao vizinho do primeiro andar, que, em seguida, chamou o resgate.

Ainda com o telefone na mão, já na sacada, a testemunha vê Alexandre e pergunta o que houve. O pai de Isabella responde: “Arrombaram meu apartamento, rasgaram a tela de proteção e jogaram a minha filha... Tem ladrão no prédio”.

O laudo foi entregue sexta-feira (4) à Justiça e vai ser analisado pelo promotor do caso, Francisco Cembranelli.

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL637176-5605,00-NOVAS+FOTOS+DO+LAUDO+RECONSTITUEM+ULTIMOS+MOMENTOS+DE+ISABELLA.html

Caso muito triste

Estava evitando escrever sobre este assunto. Uma, porque já tem gente demais escrevendo, outra, porque ainda não sabemos com certeza o que aconteceu. E eu me pego pensando o dia todo em seu rosto, e consigo até mesmo voltar aos meus cinco anos, e creia quem quiser, lembro de tudo, de minha curiosidade pelo mundo, de minha alegria em viver.

Mas não vou esquivar-me de falar sobre o que poderia ter acontecido. Posso estar cometendo o maior erro de minha vida. Posso estar sendo injusta com inocentes. Se estiver, voltarei aqui e farei uma retratação pública.

Então, este artigo deveria chama-se SE... Se tivesse ocorrido desta forma.

Embora psicanalista, sou humana. Humanos erram. Mas humanos admitem seus erros.

Ressalva feita, suponhamos que seja como o Dr. Cembranelli descreve, como a perícia explica.

Não sou advogada, vou ficar fora do mérito do que deve acontecer daqui para a frente. Vou pensar no que houve antes disso.

Uma Ana, com um N só, bobinha, engravida do namorado. Coisa mais comum no mundo. Não se casam, a família assume a filha com a neta. Fazem o certo.

O pai da menina não faz o certo. Ou fez? Quem não quis se casar? Não sei. Tratava bem a menina? Quem sabe agora?

Uma coisa é fato. Junta-se a outra Anna, essa com dois N. Que lhe dá dois meninos, e vivem juntos. Num dado momento se casam.

Corriqueiro até aqui.

O espanto começa para a sociedade quando a menina morre. E o véu de dúvidas começa a ser levantado.

Não sou julgadora de nada, nem formadora de opinião. Que fique claro, sou uma psicanalista, entendo apenas da psique humana.

Uma Anna pode ter ciúmes da outra Ana. Nem vamos nos perguntar porque. Vamos nos ater ao que tem sido dito. Geniosa, temperamento forte, dominadora. O marido fraco, dominado pelo pai, apaixonado pela Anna de dois N.

Se a Anna começou a matar, e o Alexandre terminou, um dia saberemos. Ou nunca.

Mas suponhamos que foi assim. E o espanto é enorme. Por que?

Queria poder analisar cada um deles. Uma Anna de dois N que poderia ter ciúmes da Ana de um N, e irrita-se com a presença da menina, ela faz com que a rival ( na cabeça dela) continue presente em sua vida, como uma sombra que impede sua felicidade.

Um Alexandre que aos 29 anos ainda depende do pai para resolver seus problemas.

Onde estão os erros?

É difícil não fazer juízo de valor, e assim mesmo ter que dizer alguma coisa. Mas ali nenhum dos dois estava certo. Viver às custas dos pais não é certo. Viver emocionalmente dependente dos pais não é certo.

Faltou educação, na acepção mais simples da palavra.

"Meu filho, você engravidou esta moça?" - Assuma sua responsabilidade e sua filha.

Não é tampando o Sol com a peneira que se vai a lugar algum.

Vejo a entrevista dos dois na Globo e concordo com a posição do psiquiatra que fez a análise posterior. As lágrimas não convencem. As expressões forçadas muito menos.

O mundo virou de cabeça para baixo. Neste último mês quantas tentativas de matar filhos surgiram? Hoje mesmo leio sobre uma delas. As crianças têm medo, o mundo tem medo.

Puxo a brasa para minha sardinha. Educar não é apenas mandar para a escola, é ensinar valores imutáveis, e ao menor sinal de que algo não vai bem é passar por uma terapia. Nem todo mundo pode ter o que acha que pode. Não pode ficar o "eu quero" prevalecendo sobre o certo.

Pais não podem fazer todas as vontades dos filhos, pois o senso de limite deve ser colocado cedo, ou então jamais o será.

Não é dando apartamento, carro, pagando o supermercado que se ajuda um filho. É dando a ele as condições de fazer isso por si mesmo. Ou ele jamais assumirá nada nesta vida.

Não é tolerando uma pessoa tão nervosa a ponto de quebrar vidraças com as mãos que se faz um casamento.

Por que os pais não viram que seus filhos tinham problemas? Por que eles mesmos não reconheceram isso depois? Essa segunda pergunta é até mais fácil de responder. Seriam apenas mal educados, ou seriam psicóticos?

Nada que uma psicanálise não definisse. Mas que deve ter sido algo que jamais passou pela cabeça deles.

E aí estava o circo armado para que a tragédia acontecesse: dois psicopatas, uma criança indefesa.

Uma briga banal, e o inevitável. Isabella está morta. Nada poderá trazê-la de volta.

Questiona-se se a Ana de 1 N tem culpa. Discute-se se a Anna de 2 N é assassina, se o Alexandre é assassino. Isto a justiça dirá. Ou não, em um país corrupto até a raiz.

Mexeu com todos nós. Trouxe-nos de volta a inocência dos nossos cinco anos.

As vidas de todos jamais serão as mesmas. Mais um caso muito, muito triste.

E meus pacientes, meus amigos da comunidade do Orkut me perguntam: Por que sentimos esta ambivalência, esta "dó" do casal preso?

Por falta de certeza. Apenas por isso. Não espero confissão. Ainda que sejam os culpados, porque quem é capaz de tal crime não tem um ego normal. Não são neuróticos como nós. São psicóticos, e psicóticos não têm a dimensão do certo e do errado.

Merecem dó sim. Sejam ou não os culpados, e tudo indica que sejam, e seja, psicopatas ou psicóticos, têm um ego deformado, e já foram julgados pela sociedade. Não interessa que recebam Habeas Corpus. Não importa que num posterior julgamento sejam declarados inocentes. Isabella não voltará mais, deixando a Ana de 1 N sentindo o vácuo da maternidade castrada depois de menos de 6 anos. A sociedade nunca mais esquecerá. Dizem que o povo tem memória curta. Não acho. Na hora que outro crime acontecer, Isabella será citada.

Tenho dó também. Tenho dó de qualquer ser que não teve a oportunidade de corrigir sua psique enquanto era tempo.

Nenhum tempo de cadeia limpará está desgraça. E é uma pena. Mas que sirva para que nós façamos uma profunda reflexão sobre nós mesmos, nossos filhos, nossos netos.

E a cada momentos nos perguntemos se nosso id, nosso ego e nosso superego estão dimensionados de modo certo. Lágrimas não os acertarão, nem cadeias. Ficou tarde demais para todos.

Colaboração: Marcia Lee Smith

sexta-feira, 4 de julho de 2008

PAZ!

PAZ
A violência eliminou
Destruiu crianças inocentes,
Jovens sonhadores,
Separou famílias
E só trouxe dor e revolta
Quem quer promover a Paz:
Respeita o Próximo
Luta pela Igualdade
Perdoa ao que ofende
E age com Solidariedade
A violência é eliminada
Quando há Justiça para todos
Quando Deus está nos corações
E a dignidade é restaurada.
Vamos respeitar ao ser humano
E agir com o Amor Restaurador
Vamos eliminar as armas
E em cada canto plantar uma flor
Eu quero a paz no mundo
Mas não a paz que vem da agressão
E nem do silêncio da covardia.
Quero a paz que vem dos corações
Que se entendem pelos laços do amor
Que gera vida e Fraternidade
Que une os que pensam diferente
E que nos faz sermos tratado como gente
Trabalhando pela paz, faremos um mundo melhor, com mais amor
eu e você
Tentemos pelo menos, cada um fazendo um pouco,
no final, somando-se os esforços
o mundo será um lugar bem melhor para deixarmos aos nossos filhos
PAZ!

Laudo com fotos da reconstituição da morte de Isabella chega à Justiça

Fotos mostram como Isabella teria sido agredida antes de ter sido morta, em 29 de março.Laudo final tem 57 páginas e foi entregue ao juiz Maurício Fossen.
Os peritos do Instituto de Criminalística de São Paulo entregaram nesta sexta-feira (4) à Justiça o laudo da reconstituição do crime. No laudo, constam as fotos que simulam o espancamento da menina Isabella ainda dentro do carro do pai e da madrasta, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, momentos antes de ser morta.
O laudo sobre a reconstituição do crime tem 57 páginas e dezenas de fotos sobre o que, segundo o Instituto de Criminalística, aconteceu com a menina Isabella na noite de 29 de março. O documento, assinado por dois peritos, foi entregue nesta sexta no Fórum de Santana, na Zona Norte, onde será analisado pelo promotor Francisco Cembranelli e pelo juiz Maurício Fossen.Nas fotos da reconstituição, a boneca que representa Isabella aparece sendo agredida dentro do carro pela madrasta. Uma chave foi usada para simular o corte na testa da criança.
Em seguida, o laudo já mostra a simulação da chegada do pai ao apartamento, carregando a menina no colo. Um uma das fotos, os peritos indicam as marcas de sangue no assoalho. E o momento em que Alexandre ergueu Isabella e a jogou no chão. Logo depois, a esganadura que, segundo o laudo, foi feita por Anna Jatobá.
Na reconstituição, Alexandre corta a tela, volta e leva a menina para a janela. Nas fotos, ele aparece sozinho. Mas, na conclusão, os peritos afirmam que ele teve a ajuda de Anna Jatobá para passar a menina pela abertura da tela.

Cronometragem
O laudo mostra também que os peritos cronometraram o tempo que o casal Nardoni levou dentro do prédio desde a chegada à garagem até a hora em que o corpo da menina é encontrado. A cronometragem foi um pedido da delegada que cuidou do caso para confrontar a versão do casal com a análise dos peritos.
O resultado da versão Nardoni mostra que seriam necessários 16 minutos e 56 segundos para o crime, mas os peritos afirmam que entre a chegada e a queda da menina foram 12 minutos e 26 segundos.

http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL636530-15528,00-LAUDO+COM+FOTOS+DA+RECONSTITUICAO+DA+MORTE+DE+ISABELLA+CHEGA+A+JUSTICA.html

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Depoimentos de defesa do casal Nardoni é marcado por contradições

Mais 12 testemunhas de defesa do casal Nardoni foram ouvidas nesta quinta-feira pelo juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri de São Paulo. Ao contrário da primeira fase de depoimentos, nesta quarta-feira, quando 14 pessoas foram ouvidas, as testemunhas negaram que o prédio de Alexandre, pai de Isabella Nardoni, morta no último dia 29 de março, fosse inseguro . Prestadores de serviços disseram que sempre devolviam as chaves do apartamento da família na portaria, quando o imóvel ainda estava desocupado, e ainda falaram da necessidade de apresentar documentos quando chegaram pela primeira vez no prédio, contrariando as testemunhas ouvidas na quarta. Alexandre e Anna Carolina Jatobá estão presos acusados pela morte da menina .

O depoimento de Cristiane Nardoni, irmã de Alexandre, teve contradições. A tia de Isabella desmentiu a madrasta Anna Carolina Jatobá ao dizer que dormiu apenas uma vez na casa do irmão, quando foi assistir a um filme. A promotoria ainda chegou a ler o depoimento que Anna Carolina Jatobá deu à Justiça, em 28 de maio, na qual afirmava que pediu a cunhada que dormisse na casa dela três ou quatro vezes para ajudar a cuidar das crianças. Mesmo assim, Cristiane insistiu em sua versão e confirmou a estadia por apenas uma noite.

Sobre Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella, a tia paterna disse que soube de uma briga dela com uma ex-namorada de Alexandre durante uma festa por ciúme. Cristiane procurou demonstrar proximidade com a menina Isabella e alguns pedidos que a criança teria feito para que a buscasse na casa da mãe enquanto estava apenas com a empregada. Em vários momentos de seu depoimento, a tia tentou levantar suspeitas sobre a conduta da mãe de Isabella, dizendo, por exemplo, que ela não foi a uma apresentação de judô da filha, em que toda a família Nardoni estava presente.

Ela também saiu em defesa da cunhada. A tia de Isabella contou que nunca presenciou brigas entre Alexandre e Anna Jatobá e nem sequer presenciou repreensões às crianças. Cristiane minimizou uma briga entre o casal. Ela disse que Anna Carolina Jatobá se machucou ao encostar em uma janela em que a vidraça cedeu. Durante o inquérito, as informações eram que Anna Carolina Jatobá havia se machucado depois de esmurrar o vidro.

O pai de Cristiane e Alexandre, última pessoa a depor nesta quinta-feira, também defendeu a nora. Segundo ele, foi a própria Anna Jatobá quem contou a ele que havia se machucado, mas negou que os ferimentos tivesse relação com a briga do casa. Segundo Antonio Nardoni, os desentendimentos do casal eram normais. Antonio Nardoni afirmou que Alexandre e Anna Jatobá chegaram a se separar algumas vezes, sempre por pouco tempo, antes dos filhos nascerem. Em depoimento, ele afirmou que após o nascimento dos filhos, os dois nunca mais se separaram.

Sobre a mãe de Isabella, ele afirmou que ela chegou a causar obstáculos para as visitas paternas. Segundo Antonio Nardoni, ele mesmo procurou a ex-nora para afirmar que a menina não poderia ficar no meio da briga dos dois. De acordo com ele, o relacionamento entre Alexandre e Ana Carolina Oliveira melhorou depois que a pensão alimentar ficou definida.

Ele ainda relatou a briga entre o filho e a ex-nora por causa da matrícula da neta em uma escolinha. Nardoni afirmou que estava presente na discussão e que houve xingamentos e ofensas das duas partes. Ele, porém, negou que Alexandre tivesse ameaçado Ana Carolina Oliveira e a mãe dela de morte. Ao juiz Maurício Fossen, Antonio Nardoni ainda afirmou que impediu o filho de agredir as duas. Segundo ele, as duas faziam provocações, pedindo que Alexandre batesse na cara dela "se ele fosse homem". Ele ainda teria orientado o filho a fazer um boletim de ocorrência depois do episódio, por ofensa ou ameaça, mas que o Alexandre recusou a proposta, enquanto a família Oliveira fez o registro.

Pedreiro suspeito é ouvido
Nesta quinta, também foi ouvido um pedreiro que era apontado como suspeito pela família. José Vandevaldo Gomes, conhecido como Vando, foi várias vezes citado por testemunhas na quarta. Ao juiz Maurício Fossen, Vando confirmou que fez vários trabalhos para a família Nardoni, inclusive a troca da fechadura do apartamento do casal antes que eles mudassem.

Ele afirmou ainda que sempre deixava trocas de roupas nos apartamentos onde trabalhava e que fez o mesmo durante as obras no Edifício London. Vando confirmou que teve que apresentar a sua identidade na primeira vez que esteve no prédio. Como várias testemunhas disseram na quarta-feira, ele disse que ficou cerca de 1 mês sem trabalhar depois do crime. Segundo a assessoria de imprensa do TJ, ele não explicou o motivo.

Vando ainda contou ao juiz que parentes dele foram insultados na rua. Ele disse que os filhos dele foram xingados e chamados de "filhos do assassino". A mesma coisa teria ocorrido com a mulher e a irmã dele. Segundo Vando, após o crime ele recebeu telefonemas de uma mulher identificada como Márcia Regina, que pedia que ele ajudasse a família Nardoni prestando depoimento. Nesta quarta-feira, uma das testemunhas ouvidas pelo juiz foi exatamente Márcia Regina Alves Ferreira, dona da loja de móveis onde o casal Nardoni comprou parte da mobília do apartamento.

O pai de Cristiane e Alexandre, última pessoa a depor nesta quinta-feira, também defendeu a nora. Segundo ele, foi a própria Anna Jatobá quem contou a ele que havia se machucado, mas negou que os ferimentos tivesse relação com a briga do casa. Segundo Antonio Nardoni, os desentendimentos do casal eram normais. Antonio Nardoni afirmou que Alexandre e Anna Jatobá chegaram a se separar algumas vezes, sempre por pouco tempo, antes dos filhos nascerem. Em depoimento, ele afirmou que após o nascimento dos filhos, os dois nunca mais se separaram.

Sobre a mãe de Isabella, ele afirmou que ela chegou a causar obstáculos para as visitas paternas. Segundo Antonio Nardoni, ele mesmo procurou a ex-nora para afirmar que a menina não poderia ficar no meio da briga dos dois. De acordo com ele, o relacionamento entre Alexandre e Ana Carolina Oliveira melhorou depois que a pensão alimentar ficou definida.

Ele ainda relatou a briga entre o filho e a ex-nora por causa da matrícula da neta em uma escolinha. Nardoni afirmou que estava presente na discussão e que houve xingamentos e ofensas das duas partes. Ele, porém, negou que Alexandre tivesse ameaçado Ana Carolina Oliveira e a mãe dela de morte. Ao juiz Maurício Fossen, Antonio Nardoni ainda afirmou que impediu o filho de agredir as duas. Segundo ele, as duas faziam provocações, pedindo que Alexandre batesse na cara dela "se ele fosse homem". Ele ainda teria orientado o filho a fazer um boletim de ocorrência depois do episódio, por ofensa ou ameaça, mas que o Alexandre recusou a proposta, enquanto a família Oliveira fez o registro.

Pedreiro suspeito é ouvido
Nesta quinta, também foi ouvido um pedreiro que era apontado como suspeito pela família. José Vandevaldo Gomes, conhecido como Vando, foi várias vezes citado por testemunhas na quarta. Ao juiz Maurício Fossen, Vando confirmou que fez vários trabalhos para a família Nardoni, inclusive a troca da fechadura do apartamento do casal antes que eles mudassem.

Ele afirmou ainda que sempre deixava trocas de roupas nos apartamentos onde trabalhava e que fez o mesmo durante as obras no Edifício London. Vando confirmou que teve que apresentar a sua identidade na primeira vez que esteve no prédio. Como várias testemunhas disseram na quarta-feira, ele disse que ficou cerca de 1 mês sem trabalhar depois do crime. Segundo a assessoria de imprensa do TJ, ele não explicou o motivo.

Vando ainda contou ao juiz que parentes dele foram insultados na rua. Ele disse que os filhos dele foram xingados e chamados de "filhos do assassino". A mesma coisa teria ocorrido com a mulher e a irmã dele. Segundo Vando, após o crime ele recebeu telefonemas de uma mulher identificada como Márcia Regina, que pedia que ele ajudasse a família Nardoni prestando depoimento. Nesta quarta-feira, uma das testemunhas ouvidas pelo juiz foi exatamente Márcia Regina Alves Ferreira, dona da loja de móveis onde o casal Nardoni comprou parte da mobília do apartamento.

Irregularidades
Ao final dos depoimentos, os advogados de defesa do casal e o pai de Alexandre, Antonio Nardoni, concederam uma entrevista coletiva, na qual voltaram a falar de irregularidades do processo. No início da tarde, o avô de Isabella já havia afirmado que divulgaria um dossiê com os episódios que mostram que houve cerceamento de defesa do casal.
Marco Polo Levorin, que comanda a defesa, ressaltou pelo menos três irregularidades. A primeira delas seria a ausência de provas de que Isabella tenha sido esganada.
- Quando os peritos contratados por nós provaram cientificamente que não havia esganadura, que consta na denúncia como responsabilidade de Anna Jatobá, apareceu um novo laudo do Instituto de Criminalística dizendo que ela ainda ajudou Alexandre a jogar a menina pela janela - afirmou Levorin.
- Soubemos desse fato pela imprensa, ainda não tivemos acesso ao laudo - acrescentou.
Segundo Levorin, um físico também contratado pela defesa comprovou que vários ferimentos encontrados na criança não poderiam ter sido causados dentro do apartamento.
- Nem mesmo um pugilista peso pesado, como o Maguila, teria a força necessária para provocar aquelas lesões - disse Levorin, acrescentando que elas teriam sido causadas pela queda. Ele ainda ressaltou que apesar de vários relatos da existência de sangue dentro do apartamento da família, os laudos não conseguiram provar a existência de sangue no local.
Apesar das contradições apresentadas nos depoimentos das testemunhas, Levorin destacou apenas as partes que seriam favoráveis a defesa, como os relatos da vunerabilidade do prédio em que a família morava.
- Os policiais que ouvimos em depoimento também confirmaram que nem todos os apartamentos foram vistoriados. Um dos primeiros policiais que chegaram ao apartamento, hoje mesmo afirmou que não havia reparado que o imóvel tinha duas sacadas - ressaltou outro advogado de defesa, Rogério Neres.
Antonio Nardoni aproveitou a entrevista para negar, mais uma vez, que sua mulher, Cida Nardoni, que não depôs, tivesse receio de deixar a neta com Anna Jatobá.
- As vezes que Cristiane dormiu no irmão foi por rotina, coisa natural - disse.
Segundo ele, o dossiê que será apresentado à imprensa nos próximos dias deve mostrar "a verdade".
- O casal não é esse monstro que as pessoas que o odeiam, e que me odeiam, pensa - afirma, acrescentando que os dois não tinham motivo para matar a criança.
- Além de não ter motivo, eles não jogariam (a menina) exatamente da janela que fica em frente a outro prédio. Também não teriam esperado a chegada da polícia - disse Antonio Nardoni.

http://oglobo.globo.com/sp/mat/2008/07/03/depoimentos_de_defesa_do_casal_nardoni_marcado_por_contradicoes-547095141.asp