O promotor Francisco Cembranelli disse nesta quarta-feira (30) que, diante do conjunto de provas, "tem certeza" de que o casal Nardoni será levado a júri popular. Ele considerou "importante" o relato do vizinho que conversou com o irmão de Isabella Nardoni. A menina morreu no dia 29 de março, após ser atirada do 6º andar do apartamento de seu pai, na Zona Norte de São Paulo.
"Essa testemunha foi ouvida pela primeira vez. É um dado importante porque a criança estava no apartamento quando tudo aconteceu", disse o promotor.
Cembranelli ressaltou que "tudo será analisado" porque se trata de informação passada por uma criança e retransmitida pela testemunha Jeferson Friche. O vizinho contou em audiência do 2o. Tribunal do Júri do Fórum de Santana que o menino, então com 3 anos, teria dito não ter ladrão no apartamento da família. Questionado por Friche se ele viu a irmã caindo, o garotinho teria respondido: "ela queria ver a Lua, queria ver a casa".
O processo entra em fase final, restando apenas o testemunho de duas pessoas chamadas pela defesa. Como estão na região Nordeste, o depoimento será por carta precatória em agosto. Ao todo, foram 47 testemunhas ouvidas.
Após os depoimentos dos peritos contratados pela defesa, cada uma das partes - defesa e acusação - terá cinco dias para apresentar as alegações finais. O promotor Francisco Cembranelli afirmou que só precisa de 24 horas para a entrega das alegações. Depois isso, o juiz tem mais dez dias para decidir se o casal vai a júri popular.
Os advogados do casal já informaram que, se o pai e a madrasta de Isabella forem a julgamento, eles recorrerão da decisão.
Júri popular
O promotor considerou "satisfatórios" os três relatos desta quarta. "Nada mudou em relação à acusação que formulei". Ao ser perguntado se o casal iria a júri popular, Cembranelli foi direto: "tenho absoluta certeza".
Com relação à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que pode conceder habeas corpus ao casal, o promotor disse esperar que a prisão seja mantida. "Não tenho outro pensamento a não ser que o Supremo mantenha o casal preso."
Já o advogado de defesa do casal Nardoni Marco Polo Levorin procurou desqualificar o depoimento de Friche. "Nada a esclarecer. Não houve nenhuma afirmação feita pelo Pietro que pudesse envolver os acusados". Ele avaliou as possíveis declarações do irmão de Isabella ao vizinho como compatíveis "à luz de uma criança de 2 anos (na verdade, o menino tinha 3 anos na época do crime)".
Levorin disse que ficou "perplexo" com o depoimento do pedreiro Gabriel Santos Neto, que reafirmou não ter visto sinais de arrombamento na obra em que trabalhava, atrás do Edifício London. "Vimos um pedreiro que mentiu fragorosamente, de maneira descarada, em atitude de falso testemunho".
Segundo o advogado, há nos autos, uma fita que provaria as declarações iniciais de Neto a um jornalista, em que ele afirma o contrário do que disse nesta quarta. Levorin contou que a defesa pediu a degravação da fita e que fosse aberto um inquérito na polícia por crime de falso testemunho. "O juiz disse que vai analisar em um momento posterior."
Questionado se acreditava ser certo o julgamento do casal por um júri popular, Levorin respondeu que era preciso "aguardar a manifestação do magistrado". Segundo ele, o processo "está recheado com provas que beneficiam a defesa". Entre elas, estaria a ausência de esganadura no pescoço de Isabella e o fato da pequena distância entre o corpo da menina e a parede do prédio indicar que a criança não foi arremessada.
Ele criticou o vídeo exibido pela TV Globo com a animação que teria simulado os últimos momentos de Isabella e as agressões sofridas por ela. "Há uma falta de identidade entre o conjunto probatório e a animação". Segundo Levorin, não havia gotejamento de sangue, como mostram as imagens, uma vez que "sangue humano" só foi encontrado em peças de roupa da família. Ele também voltou a negar que no carro de Nardoni tenha sido encontrado sangue de uma pessoa.
http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL706326-15528,00-PROMOTOR+DIZ+TER+CERTEZA+DE+QUE+PAI+E+MADRASTA+VAO+A+JURI+POPULAR.html
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Vizinho conta a juiz conversa que teve com irmão de Isabella na noite do crime
Juiz Maurício Fossen ouviu três pessoas na tarde desta quarta-feira (30).
Morador do Edifício London diz que criança falou que irmã 'queria ver a Lua'.
O morador do Edifício London Jeferson Friche, que prestou depoimento nesta quarta-feira (30) no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, reproduziu ao juiz Maurício Fossen uma conversa que teve com o irmão de Isabella Nardoni, então com 3 anos, na noite da morte dela. O menino negou ao vizinho, de acordo com depoimento do homem reproduzido pela assessoria do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que houvesse um “ladrão” no apartamento.
Friche contou ao juiz do 2º Tribunal do Júri de São Paulo que estava em casa com visitas no dia do crime, 29 de março, quando ouviu gritos. Ele disse ter descido até o térreo, onde viu Isabella Nardoni caída no jardim e o irmão dela sozinho, perto da porta que dá acesso aos elevadores. O vizinho afirmou que o menino chorava, por isso o pegou no colo e se afastou.
O morador perguntou se havia “algum ladrão lá em cima” – em referência ao apartamento da família – e o menino teria dito que “não”. Em seguida, Friche contou ao juiz ter perguntado se ele tinha visto a irmã caindo e a criança teria respondido: “ela queria ver a Lua, queria ver a casa”, ainda de acordo com informações da assessoria do TJ-SP. O depoimento do vizinho, que foi convocado pelo juiz após ter sido citado por outra testemunha, durou cerca de dez minutos.
Depoimentos
Terminou às 15h desta quarta-feira (30) o depoimento do primeiro a falar ao juiz, o pedreiro Gabriel Santos Neto, de 46 anos, que voltou a negar que houve arrombamento na obra vizinha ao Edifício London, de onde Isabella Nardoni foi atirada em 29 de março, em São Paulo. Neto depôs no Fórum de Santana, Zona Norte da capital.
Neto contou ao juiz, ao promotor Francisco Cembranelli e aos advogados Ricardo Martins e Marco Polo Levorin que dormia no trabalho durante a semana e só soube do crime (cometido em um sábado) na hora do almoço da segunda-feira. Questionado na época pela polícia, contou que não havia sinais de arrombamento "porque tudo estava no lugar", como ele havia deixado. Segundo a testemunha, o trabalho na obra durou entre 7 e 8 meses.
Somente os advogados de defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella e presos por suspeita de cometer o crime, fizeram perguntas ao pedreiro. A tese da defesa é de que uma terceira pessoa invadiu o imóvel para matar a menina.
Em seguida, foi ouvida pelo juiz Maurício Fossen a enfermeira Christiane de Brito, também testemunha chamada pela defesa. De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, ela falou por apenas dez minutos, mas o conteúdo do depoimento dela ainda não havia sido revelado até as 15h30.
http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL706256-15528,00-VIZINHO+CONTA+A+JUIZ+CONVERSA+QUE+TEVE+COM+IRMAO+DE+ISABELLA+NA+NOITE+DO+CR.html
Morador do Edifício London diz que criança falou que irmã 'queria ver a Lua'.
O morador do Edifício London Jeferson Friche, que prestou depoimento nesta quarta-feira (30) no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, reproduziu ao juiz Maurício Fossen uma conversa que teve com o irmão de Isabella Nardoni, então com 3 anos, na noite da morte dela. O menino negou ao vizinho, de acordo com depoimento do homem reproduzido pela assessoria do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que houvesse um “ladrão” no apartamento.
Friche contou ao juiz do 2º Tribunal do Júri de São Paulo que estava em casa com visitas no dia do crime, 29 de março, quando ouviu gritos. Ele disse ter descido até o térreo, onde viu Isabella Nardoni caída no jardim e o irmão dela sozinho, perto da porta que dá acesso aos elevadores. O vizinho afirmou que o menino chorava, por isso o pegou no colo e se afastou.
O morador perguntou se havia “algum ladrão lá em cima” – em referência ao apartamento da família – e o menino teria dito que “não”. Em seguida, Friche contou ao juiz ter perguntado se ele tinha visto a irmã caindo e a criança teria respondido: “ela queria ver a Lua, queria ver a casa”, ainda de acordo com informações da assessoria do TJ-SP. O depoimento do vizinho, que foi convocado pelo juiz após ter sido citado por outra testemunha, durou cerca de dez minutos.
Depoimentos
Terminou às 15h desta quarta-feira (30) o depoimento do primeiro a falar ao juiz, o pedreiro Gabriel Santos Neto, de 46 anos, que voltou a negar que houve arrombamento na obra vizinha ao Edifício London, de onde Isabella Nardoni foi atirada em 29 de março, em São Paulo. Neto depôs no Fórum de Santana, Zona Norte da capital.
Neto contou ao juiz, ao promotor Francisco Cembranelli e aos advogados Ricardo Martins e Marco Polo Levorin que dormia no trabalho durante a semana e só soube do crime (cometido em um sábado) na hora do almoço da segunda-feira. Questionado na época pela polícia, contou que não havia sinais de arrombamento "porque tudo estava no lugar", como ele havia deixado. Segundo a testemunha, o trabalho na obra durou entre 7 e 8 meses.
Somente os advogados de defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella e presos por suspeita de cometer o crime, fizeram perguntas ao pedreiro. A tese da defesa é de que uma terceira pessoa invadiu o imóvel para matar a menina.
Em seguida, foi ouvida pelo juiz Maurício Fossen a enfermeira Christiane de Brito, também testemunha chamada pela defesa. De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, ela falou por apenas dez minutos, mas o conteúdo do depoimento dela ainda não havia sido revelado até as 15h30.
http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL706256-15528,00-VIZINHO+CONTA+A+JUIZ+CONVERSA+QUE+TEVE+COM+IRMAO+DE+ISABELLA+NA+NOITE+DO+CR.html
Juiz ouve nesta quarta vizinho que falou com irmão de Isabella
Pedreiro e prestadora de serviço também serão ouvidos na Justiça.
Médico-legista contratado será ouvido em agosto por carta precatória.
O juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri de São Paulo, ouvirá nesta quarta-feira (30) três testemunhas do processo que apura a morte da menina Isabella, de cinco anos, morta em 29 de março na Zona Norte da capital. Presos desde maio, o pai dela, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, são acusados da morte da menina que foi arremessada do 6º andar do Edifício London. Irão depor duas testemunhas indicadas pela defesa do casal e outra arrolada pelo juiz.
O vizinho que disse ter conversado com o irmão mais velho de Isabella na noite do crime será um deles. O síndico do prédio, Antônio Lúcio Teixeira, relatou ao juiz que um morador perguntou ao menino se alguém havia entrado no apartamento de Nardoni naquela noite. "Não, não", teria respondido a criança, bastante assustada. De acordo com síndico, o vizinho ainda indagou: "O que fizeram com a sua irmã?", ao que o menino teria apenas soluçado, sem nada dizer.
Uma mulher, prestadora de serviços, contratada pelo casal deve ser ouvida pelo juiz. O pedreiro Gabriel Santos Neto que havia dito ao jornal Folha de S.Paulo que um sobrado atrás do prédio fora invadido e, depois, negou a versão à polícia, também foi convocado. Ele faltou à rodada de oitivas das testemunhas indicadas pela defesa dos acusados, que aconteceu nos dias 2 e 3 de julho.Prestadores de serviço, vizinhos, amigos e parentes do casal foram ouvidos na ocasião. Algumas das testemunhas apontaram que o prédio seria inseguro.
As testemunhas de acusação, entre elas a mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira e a avó materna, Rosa Maria Cunha de Oliveira, falaram ao juiz nos dias 17 e 18 de junho. A delegada que investigou o crime, Renata Pontes, peritos do IC e vizinhos do casal também já prestaram seus depoimentos.
Alexandre Nardoni e Anna Jatobá, que aguardam o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir sobre sua liberdade, foram interrogados no final de maio.
O médico-legista George Sanguinetti, contratado pela defesa do casal para fazer um parecer com base nos laudos do Instituto Médico-Legal (IML) e Instituto de Criminalística (IC), deve prestar depoimento em agosto por meio de carta precatório, porque mora em Maceió.
Ao final desta etapa dos depoimentos, o processo entra na fase das alegações finais e, depois disso, o juiz Maurício Fossen decide se o arquiva ou determina que o casal vá a júri popular.
http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL705557-15528,00-JUIZ+OUVE+NESTA+QUARTA+VIZINHO+QUE+FALOU+COM+IRMAO+DE+ISABELLA.html
Médico-legista contratado será ouvido em agosto por carta precatória.
O juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri de São Paulo, ouvirá nesta quarta-feira (30) três testemunhas do processo que apura a morte da menina Isabella, de cinco anos, morta em 29 de março na Zona Norte da capital. Presos desde maio, o pai dela, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, são acusados da morte da menina que foi arremessada do 6º andar do Edifício London. Irão depor duas testemunhas indicadas pela defesa do casal e outra arrolada pelo juiz.
O vizinho que disse ter conversado com o irmão mais velho de Isabella na noite do crime será um deles. O síndico do prédio, Antônio Lúcio Teixeira, relatou ao juiz que um morador perguntou ao menino se alguém havia entrado no apartamento de Nardoni naquela noite. "Não, não", teria respondido a criança, bastante assustada. De acordo com síndico, o vizinho ainda indagou: "O que fizeram com a sua irmã?", ao que o menino teria apenas soluçado, sem nada dizer.
Uma mulher, prestadora de serviços, contratada pelo casal deve ser ouvida pelo juiz. O pedreiro Gabriel Santos Neto que havia dito ao jornal Folha de S.Paulo que um sobrado atrás do prédio fora invadido e, depois, negou a versão à polícia, também foi convocado. Ele faltou à rodada de oitivas das testemunhas indicadas pela defesa dos acusados, que aconteceu nos dias 2 e 3 de julho.Prestadores de serviço, vizinhos, amigos e parentes do casal foram ouvidos na ocasião. Algumas das testemunhas apontaram que o prédio seria inseguro.
As testemunhas de acusação, entre elas a mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira e a avó materna, Rosa Maria Cunha de Oliveira, falaram ao juiz nos dias 17 e 18 de junho. A delegada que investigou o crime, Renata Pontes, peritos do IC e vizinhos do casal também já prestaram seus depoimentos.
Alexandre Nardoni e Anna Jatobá, que aguardam o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir sobre sua liberdade, foram interrogados no final de maio.
O médico-legista George Sanguinetti, contratado pela defesa do casal para fazer um parecer com base nos laudos do Instituto Médico-Legal (IML) e Instituto de Criminalística (IC), deve prestar depoimento em agosto por meio de carta precatório, porque mora em Maceió.
Ao final desta etapa dos depoimentos, o processo entra na fase das alegações finais e, depois disso, o juiz Maurício Fossen decide se o arquiva ou determina que o casal vá a júri popular.
http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL705557-15528,00-JUIZ+OUVE+NESTA+QUARTA+VIZINHO+QUE+FALOU+COM+IRMAO+DE+ISABELLA.html
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