Nossos filhos são filhos de nossos exemplos, de nossa discriminação, de nossa intolerância, da nossa eterna falta de tempo.
Nossos filhos são filhos da nossa indiscriminada vaidade, ditada pela ditadura do botox, da lipoaspiração, da obsessão pelas aparências, da nossa falta de fé, da não valorização dos valores da alma.
Nossos filhos são filhos do nosso orgulho que discrimina o irmão menos privilegiado por falta de dinheiro no bolso, por falta de oportunidades ou por idade avançada.
Nossos filhos são filhos de nossos presentes caros, mais caros que o nosso salário pode comprar. Mas pra satisfazê-los fazemos dívidas, sujamos nossos nomes, damos exemplos de inadimplência ou desonestidade.
Nossos filhos são frutos da falta de limites, de um não seguro na medida certa, do menosprezo ao sentimento puro e ao bom caráter, da falta de oração.
Por isso, antes de educarmos nossos filhos precisamos nos educar, aprender a amar, a perdoar, a não olhar o outro sempre como adversário, a lembrar de Deus.
Precisamos ser pacíficos nas ruas, em nossos lares, no nosso ambiente de trabalho ,no trânsito.
A paz começa dentro de nós , disse Um Grande Sábio. Como exigiremos paz e justiça se brigamos por qualquer coisa e em qualquer lugar, se aumentamos o timbre da voz por qualquer motivo, se chutamos o animal na rua, se xingamos o motorista que ultrapassa nosso veículo, se oprimimos o mendigo...!
Precisamos dar exemplos de amor, de verdade, de fé , de paz e de perdão, vivenciandodo os valores da alma, pois só se ensina através de exemplos.
Nossos filhos não toleram palavras vazias, nem hipocrisias.
As crianças e os adolescentes que estão aí são nossos filhos.
Se quisermos um mundo melhor e mais digno precisamos nos auto-educar urgentemente, para então educar nossos filhos !
Muita paz a todos.
Regina Leão
segunda-feira, 28 de julho de 2008
SOCIEDADE EM DESESPERO
Tenho acompanhado de perto, o caso Isabella, em foruns, consultando os TSJ, TSF, participando do forum Terra, lendo comunidades no Orkut, e vejo algo que não sei se vocês estão notando.
É a quantidade de pessoas totalmente sem educação, falando horrores, denegrindo até o corpo em decomposição da criança, como se falassem do resultado de um jogo, ou do último filme assistido.
Isto é muito grave. Muito mais do que possa parecer. Mostra a decadência moral de um povo, ou de uma civilização.
Se uma laranja está podre em um cesto, jogue-a fora, ou todas apodrecerão.
Se pessoas não tem comportamento social adequado, escondendo-se atrás de um capuz de tela, um nome fantasia, e dizem coisas que jamais deveriam ser ditas, e estas pessoas encontram eco em alguns seguidores, algo está podre no reino da Dinamarca.
Pode parecer que pretendo ser aqui a certinha, a que não fala nenhuma bobagem, jamais diz um palavrão, mas não é por aí.
Sei sim, xingar mais do que vocês ousem imaginar, mas a quem de direito e no momento adequado.
Não é pela contestação pura e simples que esta juventude atual chegará a lugar algum.
Há jovens maravilhosos, pessoas a quem abriria minhas portas sem medo, mas isso não é o comum. Infelizmente estamos diante de um choque estranho: eles tem acesso à Internet, e ao mesmo tempo não têm conteúdo nem essência.
O respeito à família e às instituições parece ter terminado, e principalmente o auto respeito.
Ora, quem não se respeita, vai respeitar os demais?
Os que se atribuem nomes fictícios imorais, devem julgar-se merecedores deles.
E meu medo é: amanhã este pessoal poderá estar precisando ajuda. Mas quem os ajudará?
Estamos de fato passando por uma crise incomensurável de valores, de auto estima subterrânea, de insegurança, de medo, e este medo e esta insegurança se refletem na agressividade que passam aos demais.
Querem ser sempre os do contra. Se o certo é um caminho, tomam o outro. Sei que em Psicanálise os conceitos de certo e errado diferem de ser para ser, mas há coisas básicas, respeito à família, à dor do outro, são conceitos fundamentais, e quem não sabe e não consegue seguí-los não conseguirá elaborar os seus próprios.
Então, vejo com pesar uma sociedade em desespero. Vejo seres vazios, que só se comprazem com a gracinha do momento, desprovidos de valores do ego.
Que tipo de ego tem estas pessoas? De que é feito o estofo de suas psiques?
Enfim, o que tem eles de bom?
Nada vezes nada.
E aí eu culpo a Internet sim. Por ser uma ferramenta perigosa acessível a qualquer um.
E não só no caso Nardoni, motivo de meu asco original, mas nas fofocas sem sentido que flutuam na rede, sem proibição, sem punição, sem controle.
Deram armas a pessoas que não sabiam usá-las. E perderam o controle.
Será tarde para reeducar esta imensa massa humana, se é que posso chamá-los humados, portadores de psicopatologias, doentes sociais?
Psicanálise tem vínculos profundos com a Educação.
E estamos no limiar de uma época de imensa loucura cibernética. Gente com medo de “fakes” que ainda por cima postam anônimos no Orkut. Faz sentido tal coisa?
Deveria ser obrigado, para usar a internet algo como um cadastro de nome, identidade, estado civil, cpf, escolaridade e ninguém, absolutamente ninguém poderia escrever uma linha que fosse sem assinar seu verdadeiro nome e se identificar, ou estamos estaremos instituindo a cultura do anonimato, dos trotes telefônicos da década de 50, das famigeradas cartas anônimas.
Causas? Mil. Soluções, ninguém as traz. E enquanto isso institui-se a sociedade em desespero, a cultura do medo.
Pessoas mudam de nome ao sabor do vento. Gente tem medo de pessoas que não existem, pois para mim quem não assume quem é, nada é.
É tempo de mudar. Tempo de se assumir, tempo de dar valor ao que tem valor. Tempo de ter valores. E principalmente tempo de aprender o respeito.
Egos foram mal formados nas últimas décadas. Os pais tiveram pouco a ver com isso, a influência externa foi muito maior. Onde ficam as referências de pai e mãe tão necessárias ao desenvolvimento do ego infantil?
Não ficam....
E a geração que aí está, com raras e honrosas exceções é a geração do deboche, do ego deformado, e depois se queixam, quando se lhes acomete o pânico, as psicossomáticas, todos os tipos de fobias.
Vamos parar de dar celulares a crianças.
Vamos deixar nossas crianças brincarem mais e acessarem menos a rede.
Vamos fazer com que consigam passar por suas fases de formação sem influência tão grande dos meios de comunicação.
Vamos deixar que sejam crianças.
Ou não vejo futuro muito bom para esta humanidade. Posso estar sendo pessimista. Espero honestamente que sim.
Colaboração: Marcia Lee Smith
É a quantidade de pessoas totalmente sem educação, falando horrores, denegrindo até o corpo em decomposição da criança, como se falassem do resultado de um jogo, ou do último filme assistido.
Isto é muito grave. Muito mais do que possa parecer. Mostra a decadência moral de um povo, ou de uma civilização.
Se uma laranja está podre em um cesto, jogue-a fora, ou todas apodrecerão.
Se pessoas não tem comportamento social adequado, escondendo-se atrás de um capuz de tela, um nome fantasia, e dizem coisas que jamais deveriam ser ditas, e estas pessoas encontram eco em alguns seguidores, algo está podre no reino da Dinamarca.
Pode parecer que pretendo ser aqui a certinha, a que não fala nenhuma bobagem, jamais diz um palavrão, mas não é por aí.
Sei sim, xingar mais do que vocês ousem imaginar, mas a quem de direito e no momento adequado.
Não é pela contestação pura e simples que esta juventude atual chegará a lugar algum.
Há jovens maravilhosos, pessoas a quem abriria minhas portas sem medo, mas isso não é o comum. Infelizmente estamos diante de um choque estranho: eles tem acesso à Internet, e ao mesmo tempo não têm conteúdo nem essência.
O respeito à família e às instituições parece ter terminado, e principalmente o auto respeito.
Ora, quem não se respeita, vai respeitar os demais?
Os que se atribuem nomes fictícios imorais, devem julgar-se merecedores deles.
E meu medo é: amanhã este pessoal poderá estar precisando ajuda. Mas quem os ajudará?
Estamos de fato passando por uma crise incomensurável de valores, de auto estima subterrânea, de insegurança, de medo, e este medo e esta insegurança se refletem na agressividade que passam aos demais.
Querem ser sempre os do contra. Se o certo é um caminho, tomam o outro. Sei que em Psicanálise os conceitos de certo e errado diferem de ser para ser, mas há coisas básicas, respeito à família, à dor do outro, são conceitos fundamentais, e quem não sabe e não consegue seguí-los não conseguirá elaborar os seus próprios.
Então, vejo com pesar uma sociedade em desespero. Vejo seres vazios, que só se comprazem com a gracinha do momento, desprovidos de valores do ego.
Que tipo de ego tem estas pessoas? De que é feito o estofo de suas psiques?
Enfim, o que tem eles de bom?
Nada vezes nada.
E aí eu culpo a Internet sim. Por ser uma ferramenta perigosa acessível a qualquer um.
E não só no caso Nardoni, motivo de meu asco original, mas nas fofocas sem sentido que flutuam na rede, sem proibição, sem punição, sem controle.
Deram armas a pessoas que não sabiam usá-las. E perderam o controle.
Será tarde para reeducar esta imensa massa humana, se é que posso chamá-los humados, portadores de psicopatologias, doentes sociais?
Psicanálise tem vínculos profundos com a Educação.
E estamos no limiar de uma época de imensa loucura cibernética. Gente com medo de “fakes” que ainda por cima postam anônimos no Orkut. Faz sentido tal coisa?
Deveria ser obrigado, para usar a internet algo como um cadastro de nome, identidade, estado civil, cpf, escolaridade e ninguém, absolutamente ninguém poderia escrever uma linha que fosse sem assinar seu verdadeiro nome e se identificar, ou estamos estaremos instituindo a cultura do anonimato, dos trotes telefônicos da década de 50, das famigeradas cartas anônimas.
Causas? Mil. Soluções, ninguém as traz. E enquanto isso institui-se a sociedade em desespero, a cultura do medo.
Pessoas mudam de nome ao sabor do vento. Gente tem medo de pessoas que não existem, pois para mim quem não assume quem é, nada é.
É tempo de mudar. Tempo de se assumir, tempo de dar valor ao que tem valor. Tempo de ter valores. E principalmente tempo de aprender o respeito.
Egos foram mal formados nas últimas décadas. Os pais tiveram pouco a ver com isso, a influência externa foi muito maior. Onde ficam as referências de pai e mãe tão necessárias ao desenvolvimento do ego infantil?
Não ficam....
E a geração que aí está, com raras e honrosas exceções é a geração do deboche, do ego deformado, e depois se queixam, quando se lhes acomete o pânico, as psicossomáticas, todos os tipos de fobias.
Vamos parar de dar celulares a crianças.
Vamos deixar nossas crianças brincarem mais e acessarem menos a rede.
Vamos fazer com que consigam passar por suas fases de formação sem influência tão grande dos meios de comunicação.
Vamos deixar que sejam crianças.
Ou não vejo futuro muito bom para esta humanidade. Posso estar sendo pessimista. Espero honestamente que sim.
Colaboração: Marcia Lee Smith
RETICÊNCIAS
Se eu pudesse faria sorrir todas as crianças do mundo
Deteria as guerras , destruiria as armas , uniria as nações...
Se eu pudesse pintaria o céu de eterno azul
e formaria um mundo todo blue
onde todas as pessoas aprendessem a conjugar o verbo amar
Se eu pudesse deteria a violência,
e despoluiria o mundo com a inocência das crianças
Que ainda não ganharam um lar pra morar, mas mesmo assim
continuam um colo a implorar...
Se eu pudesse, daria às mãos aos velhinhos abandonados
na solidão do desprezo ou dos maus tratos
Depois de uma vida inteira de dedicação e labuta...
Se eu pudesse
Faria todo mundo compreender
que existe uma Força Maior comandando o planeta terra
e que apesar de todas as guerras
As flores voltam a nascer...
Ah se eu pudesse nunca ter que temer dizer:
amo você.....
Regina Leão
Deteria as guerras , destruiria as armas , uniria as nações...
Se eu pudesse pintaria o céu de eterno azul
e formaria um mundo todo blue
onde todas as pessoas aprendessem a conjugar o verbo amar
Se eu pudesse deteria a violência,
e despoluiria o mundo com a inocência das crianças
Que ainda não ganharam um lar pra morar, mas mesmo assim
continuam um colo a implorar...
Se eu pudesse, daria às mãos aos velhinhos abandonados
na solidão do desprezo ou dos maus tratos
Depois de uma vida inteira de dedicação e labuta...
Se eu pudesse
Faria todo mundo compreender
que existe uma Força Maior comandando o planeta terra
e que apesar de todas as guerras
As flores voltam a nascer...
Ah se eu pudesse nunca ter que temer dizer:
amo você.....
Regina Leão
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