domingo, 20 de julho de 2008
FANTÁSTICO - 20.07.2008
20.07.2008
Vídeo reproduz passo a passo a morte de Isabella Nardoni
Uma animação feita em computador reproduz, minuto a minuto, as circunstâncias da morte da menina Isabella Nardoni. As imagens são uma simulação da versão da polícia, que acusa o pai da criança, Alexandre, e a madrasta, Anna Carolina Jabotá.
Exclusivo! Uma animação feita em computador reproduz, minuto a minuto, as circunstâncias da morte da menina Isabella Nardoni. As imagens são uma simulação da versão da polícia, que acusa o pai da criança, Alexandre, e a madrasta, Anna Carolina Jabotá. A reportagem é de José Roberto Burnier.
Depoimentos de testemunhas, conclusões de legistas e peritos, vestígios encontrados no local do crime. Todas essas informações oficiais sobre a morte de Isabella foram reunidas, pela primeira vez, neste vídeo. Ele reconstitui o que, para polícia, ocorreu naquela noite de 29 de março.
O que você vai ver, com exclusividade, é uma animação feita por uma empresa especializada, a pedido do Instituto de Criminalística de São Paulo. Além da simulação, feita em computador, o material traz também fotos da menina e do local do crime. Na edição, nós retiramos as imagens mais chocantes. O vídeo original não tem som.
Logo no início, os peritos fazem uma ressalva:
"Alguns personagens foram omitidos para uma melhor visualização das ações relevantes ao entendimento do caso. Os personagens presentes não possuem características idênticas dos envolvidos, da testemunha e da vítima".
Garagem do Edifício London, 23:36. Alexandre Nardoni desliga o carro. Na frente, ele e Anna Jatobá. A madrasta se vira e agride Isabella, que estava sentada atrás do pai. Com uma chave ou um anel, ela fere a menina na testa.
Por causa do ferimento, vestígios de sangue são encontrados na lateral da cadeirinha, no encosto do banco do motorista e no chão do carro. O sangue é revelado em azul pelo reagente.
Segundo os peritos, o sangramento foi estancado por uma fralda entre o carro e o apartamento. A fralda foi encontrada dentro de um balde, já em processo de lavagem. Na foto, mais uma vez os pontos azuis são sangue revelado pelo reagente químico.
Alexandre anda pelo apartamento com Isabella no colo. Logo no começo do corredor, cai uma gota de sangue. Mais alguns passos e o sangue volta a pingar.
Ao chegar na sala, Alexandre joga Isabella no chão com força. Os exames de raio-x mostram que a agressão provocou lesões na bacia, na vulva e no punho direito da menina. O ferimento na testa mancha a roupa de Isabella, na altura da perna esquerda e da direita. O sangue também cai no chão.
Em seguida, na versão da polícia, Anna Jatobá se aproxima da menina, aperta o pescoço dela e provoca asfixia. Na foto feita pelos peritos, as marcas da esganadura.
Na cena seguinte, Alexandre caminha até a cozinha. Pega uma faca e uma tesoura multiuso. Vai até o quarto dos outros dois filhos, ao lado do de Isabella. Ajoelha-se na cama e tenta cortar a tela de proteção da janela com a faca. Desiste e corta com a tesoura.
Alexandre pega a menina e vai em direção ao quarto dos filhos. No caminho, cai mais sangue no chão. A mancha é visível a olho nu.
No quarto, ele sobe na cama com Isabella no colo e caminha com alguma dificuldade em direção à janela. No chão, ao lado da cama, outra gota de sangue. No lençol, marcas do solado da sandália de Alexandre e da palma da mão de uma criança suja de sangue. Ainda sobre a cama, os peritos encontram uma seqüência de passos e de manchas de sangue.
De acordo com a polícia, o pai então joga a menina. No parapeito da janela, mais sangue. Na fachada do prédio, o rastro deixado pelas mãos de Isabella. Na camiseta de Alexandre, marcas da tela de proteção.
O impacto da queda é ouvido pelo porteiro. Ele abre a janela, vê o corpo de Isabella no jardim e liga para o morador do primeiro andar, que chama o socorro.
Toda a seqüência foi cronometrada pelos peritos. No relógio, a polícia chegou à conclusão de que a versão apresentada pelos acusados Alexandre Nardoni e Anna Jatobá não era possível.
Para o cálculo de tempo, os peritos usaram as informações do GPS do carro. O sistema de rastreamento por satélite informou a hora exata em que o veículo foi desligado. E também o registro do primeiro telefonema no apartamento, depois do crime.
Na cronometragem oficial, se passaram 14 minutos e 21 segundos entre a chegada à garagem e o telefonema.
O tempo da versão do casal Nardoni também foi calculado. E deu 16 minutos e 56 segundos.
Os peritos ainda descartaram a possibilidade de uma terceira pessoa ter cometido o crime, tese defendida pelo casal. Segundo o laudo, o suposto invasor teria apenas um minuto e 55 segundos para guardar a faca e a tesoura, limpar parcialmente as manchas de sangue, lavar a fralda, apagar as luzes, trancar a porta e desaparecer sem deixar nenhum vestígio.
“Eu sou um promotor de Justiça e trabalho com fatos. Até o momento o que temos incrimina o casal”, afirma o promotor Francisco Cembranelli.
A convicção do promotor Francisco Cembranelli se baseia em provas. A pedido do Fantástico, ele analisou a animação.
“É uma seqüência dos fatos e, baseado naquilo que foi obtido até o momento, é a dinâmica da morte de Isabella e dá uma visão bastante panorâmica do que aconteceu”, comenta.
Os exames de DNA das amostras de sangue encontradas no carro não foram conclusivos. Apenas indicavam que o sangue poderia ser de alguém da família. Mas, pela seqüência de fatos do crime, a polícia e o promotor afirmam que o sangue era de Isabella.
“Apresentou um perfil compatível com o sangue de Isabella, isto também está sendo desenvolvido, vai ser no momento oportuno pra que fique fácil de compreender”, avalia.
Quanto ao sangue encontrado no apartamento, não há dúvidas.
“Todo este sangue é de Isabella, aí sim foi possível fazer com bastante precisão o DNA e não há dúvida que se trata de sangue da menina”.
O promotor esclarece outro ponto polêmico: Alexandre Nardoni, ainda dentro do apartamento, teria arremessado a filha com tanta força a ponto de provocar fraturas? Essas fraturas não poderiam ter sido causadas pela queda?
“Os legistas dizem que não, e eles explicam o porquê. Não tem compatibilidade com a queda, e isto está no laudo”, responde.
Na animação, logo depois, Anna Jatobá teria asfixiado Isabella. A perícia constatou que estas marcas são compatíveis com o tamanho da mão de Anna Jatobá?
“Não, não é isto, é impossível precisar a compatibilidade de mãos. Existem outras provas que nos levam a acusada Anna Jatobá como responsável por isto”, explica o promotor.
E essas provas, segundo o promotor, só serão apresentadas no julgamento.
A defesa chegou a fazer um laudo paralelo e o perito que foi contratado chegou a negar veementemente que tivesse havido esganadura.
“Na verdade não existe laudo paralelo, existe um parecer feito por uma pessoa contratada para que ele dissesse exatamente o que interessava àquela parte”, argumenta Cembranelli. “Este profissional contratado em nenhum momento esteve em contato com os objetos, com o local e com a própria Isabella. É um direito que a defesa tem, mas que certamente será avaliado pela sociedade e que terá a oportunidade de escolher ao lado de quem está a verdade”, avalia.
Num dos trechos, tem a marca de uma impressão palmar. De quem seria esta mão? Pode ser do irmãozinho?
“Também é uma possibilidade. Isso vai ser apresentado, melhor desenvolvido por ocasião do julgamento”.
O promotor espera que o casal Nardoni seja levado a júri popular até o final deste ano.
“Há aí um processo em curso, todos os direitos à disposição dos acusados estão sendo rigorosamente respeitados, e isso tudo faz parte do andamento processual brasileiro, que visa proporcionar condições pra que a sociedade, como manda a Constituição, possa julgá-los”.
A animação foi juntada ao processo na última sexta-feira. Veja agora o que disse a defesa do casal Nardoni sobre o vídeo.
Marco Polo Levorin contestou a animação gráfica e o laudo da reconstituição dos peritos. O advogado do casal afirma que, ao contrário do que mostra o vídeo, os peritos não conseguiram concluir de quem é o sangue no carro.
“Pela exigüidade do material colhido não foi possível identificar de quem seria esse sangue”, diz.
Marco Polo Levorin descarta o uso da fralda no crime. E diz que o ferimento na testa de Isabella era pequeno demais para deixar tantos vestígios pelo apartamento.
As fraturas na menina registradas pelo raio-x foram provocadas pela queda da janela, segundo o advogado.
Ele diz que as marcas no pescoço também foram provocadas pela queda e não por esganadura.
Levorin afirma que outras pessoas subiram na cama e estranha que os peritos não tenham encontrado outros vestígios.
“Se eu fosse considerar todo esse gotejamento, esta animação derrubaria a própria tese da polícia, porque é impossível não se ter uma marca de sangue na camisa do Alexandre”, argumenta.
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM858124-7823-VIDEO
+RECONSTITUI+A+MORTE+DE+ISABELLA+NARDONI,00.html
Vídeo reproduz passo a passo a morte de Isabella Nardoni
Uma animação feita em computador reproduz, minuto a minuto, as circunstâncias da morte da menina Isabella Nardoni. As imagens são uma simulação da versão da polícia, que acusa o pai da criança, Alexandre, e a madrasta, Anna Carolina Jabotá.
Exclusivo! Uma animação feita em computador reproduz, minuto a minuto, as circunstâncias da morte da menina Isabella Nardoni. As imagens são uma simulação da versão da polícia, que acusa o pai da criança, Alexandre, e a madrasta, Anna Carolina Jabotá. A reportagem é de José Roberto Burnier.
Depoimentos de testemunhas, conclusões de legistas e peritos, vestígios encontrados no local do crime. Todas essas informações oficiais sobre a morte de Isabella foram reunidas, pela primeira vez, neste vídeo. Ele reconstitui o que, para polícia, ocorreu naquela noite de 29 de março.
O que você vai ver, com exclusividade, é uma animação feita por uma empresa especializada, a pedido do Instituto de Criminalística de São Paulo. Além da simulação, feita em computador, o material traz também fotos da menina e do local do crime. Na edição, nós retiramos as imagens mais chocantes. O vídeo original não tem som.
Logo no início, os peritos fazem uma ressalva:
"Alguns personagens foram omitidos para uma melhor visualização das ações relevantes ao entendimento do caso. Os personagens presentes não possuem características idênticas dos envolvidos, da testemunha e da vítima".
Garagem do Edifício London, 23:36. Alexandre Nardoni desliga o carro. Na frente, ele e Anna Jatobá. A madrasta se vira e agride Isabella, que estava sentada atrás do pai. Com uma chave ou um anel, ela fere a menina na testa.
Por causa do ferimento, vestígios de sangue são encontrados na lateral da cadeirinha, no encosto do banco do motorista e no chão do carro. O sangue é revelado em azul pelo reagente.
Segundo os peritos, o sangramento foi estancado por uma fralda entre o carro e o apartamento. A fralda foi encontrada dentro de um balde, já em processo de lavagem. Na foto, mais uma vez os pontos azuis são sangue revelado pelo reagente químico.
Alexandre anda pelo apartamento com Isabella no colo. Logo no começo do corredor, cai uma gota de sangue. Mais alguns passos e o sangue volta a pingar.
Ao chegar na sala, Alexandre joga Isabella no chão com força. Os exames de raio-x mostram que a agressão provocou lesões na bacia, na vulva e no punho direito da menina. O ferimento na testa mancha a roupa de Isabella, na altura da perna esquerda e da direita. O sangue também cai no chão.
Em seguida, na versão da polícia, Anna Jatobá se aproxima da menina, aperta o pescoço dela e provoca asfixia. Na foto feita pelos peritos, as marcas da esganadura.
Na cena seguinte, Alexandre caminha até a cozinha. Pega uma faca e uma tesoura multiuso. Vai até o quarto dos outros dois filhos, ao lado do de Isabella. Ajoelha-se na cama e tenta cortar a tela de proteção da janela com a faca. Desiste e corta com a tesoura.
Alexandre pega a menina e vai em direção ao quarto dos filhos. No caminho, cai mais sangue no chão. A mancha é visível a olho nu.
No quarto, ele sobe na cama com Isabella no colo e caminha com alguma dificuldade em direção à janela. No chão, ao lado da cama, outra gota de sangue. No lençol, marcas do solado da sandália de Alexandre e da palma da mão de uma criança suja de sangue. Ainda sobre a cama, os peritos encontram uma seqüência de passos e de manchas de sangue.
De acordo com a polícia, o pai então joga a menina. No parapeito da janela, mais sangue. Na fachada do prédio, o rastro deixado pelas mãos de Isabella. Na camiseta de Alexandre, marcas da tela de proteção.
O impacto da queda é ouvido pelo porteiro. Ele abre a janela, vê o corpo de Isabella no jardim e liga para o morador do primeiro andar, que chama o socorro.
Toda a seqüência foi cronometrada pelos peritos. No relógio, a polícia chegou à conclusão de que a versão apresentada pelos acusados Alexandre Nardoni e Anna Jatobá não era possível.
Para o cálculo de tempo, os peritos usaram as informações do GPS do carro. O sistema de rastreamento por satélite informou a hora exata em que o veículo foi desligado. E também o registro do primeiro telefonema no apartamento, depois do crime.
Na cronometragem oficial, se passaram 14 minutos e 21 segundos entre a chegada à garagem e o telefonema.
O tempo da versão do casal Nardoni também foi calculado. E deu 16 minutos e 56 segundos.
Os peritos ainda descartaram a possibilidade de uma terceira pessoa ter cometido o crime, tese defendida pelo casal. Segundo o laudo, o suposto invasor teria apenas um minuto e 55 segundos para guardar a faca e a tesoura, limpar parcialmente as manchas de sangue, lavar a fralda, apagar as luzes, trancar a porta e desaparecer sem deixar nenhum vestígio.
“Eu sou um promotor de Justiça e trabalho com fatos. Até o momento o que temos incrimina o casal”, afirma o promotor Francisco Cembranelli.
A convicção do promotor Francisco Cembranelli se baseia em provas. A pedido do Fantástico, ele analisou a animação.
“É uma seqüência dos fatos e, baseado naquilo que foi obtido até o momento, é a dinâmica da morte de Isabella e dá uma visão bastante panorâmica do que aconteceu”, comenta.
Os exames de DNA das amostras de sangue encontradas no carro não foram conclusivos. Apenas indicavam que o sangue poderia ser de alguém da família. Mas, pela seqüência de fatos do crime, a polícia e o promotor afirmam que o sangue era de Isabella.
“Apresentou um perfil compatível com o sangue de Isabella, isto também está sendo desenvolvido, vai ser no momento oportuno pra que fique fácil de compreender”, avalia.
Quanto ao sangue encontrado no apartamento, não há dúvidas.
“Todo este sangue é de Isabella, aí sim foi possível fazer com bastante precisão o DNA e não há dúvida que se trata de sangue da menina”.
O promotor esclarece outro ponto polêmico: Alexandre Nardoni, ainda dentro do apartamento, teria arremessado a filha com tanta força a ponto de provocar fraturas? Essas fraturas não poderiam ter sido causadas pela queda?
“Os legistas dizem que não, e eles explicam o porquê. Não tem compatibilidade com a queda, e isto está no laudo”, responde.
Na animação, logo depois, Anna Jatobá teria asfixiado Isabella. A perícia constatou que estas marcas são compatíveis com o tamanho da mão de Anna Jatobá?
“Não, não é isto, é impossível precisar a compatibilidade de mãos. Existem outras provas que nos levam a acusada Anna Jatobá como responsável por isto”, explica o promotor.
E essas provas, segundo o promotor, só serão apresentadas no julgamento.
A defesa chegou a fazer um laudo paralelo e o perito que foi contratado chegou a negar veementemente que tivesse havido esganadura.
“Na verdade não existe laudo paralelo, existe um parecer feito por uma pessoa contratada para que ele dissesse exatamente o que interessava àquela parte”, argumenta Cembranelli. “Este profissional contratado em nenhum momento esteve em contato com os objetos, com o local e com a própria Isabella. É um direito que a defesa tem, mas que certamente será avaliado pela sociedade e que terá a oportunidade de escolher ao lado de quem está a verdade”, avalia.
Num dos trechos, tem a marca de uma impressão palmar. De quem seria esta mão? Pode ser do irmãozinho?
“Também é uma possibilidade. Isso vai ser apresentado, melhor desenvolvido por ocasião do julgamento”.
O promotor espera que o casal Nardoni seja levado a júri popular até o final deste ano.
“Há aí um processo em curso, todos os direitos à disposição dos acusados estão sendo rigorosamente respeitados, e isso tudo faz parte do andamento processual brasileiro, que visa proporcionar condições pra que a sociedade, como manda a Constituição, possa julgá-los”.
A animação foi juntada ao processo na última sexta-feira. Veja agora o que disse a defesa do casal Nardoni sobre o vídeo.
Marco Polo Levorin contestou a animação gráfica e o laudo da reconstituição dos peritos. O advogado do casal afirma que, ao contrário do que mostra o vídeo, os peritos não conseguiram concluir de quem é o sangue no carro.
“Pela exigüidade do material colhido não foi possível identificar de quem seria esse sangue”, diz.
Marco Polo Levorin descarta o uso da fralda no crime. E diz que o ferimento na testa de Isabella era pequeno demais para deixar tantos vestígios pelo apartamento.
As fraturas na menina registradas pelo raio-x foram provocadas pela queda da janela, segundo o advogado.
Ele diz que as marcas no pescoço também foram provocadas pela queda e não por esganadura.
Levorin afirma que outras pessoas subiram na cama e estranha que os peritos não tenham encontrado outros vestígios.
“Se eu fosse considerar todo esse gotejamento, esta animação derrubaria a própria tese da polícia, porque é impossível não se ter uma marca de sangue na camisa do Alexandre”, argumenta.
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A gente não faz amigos, reconhece-os.
Vinícius de Moraes
Beijos.
Clara.
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