quarta-feira, 2 de julho de 2008

Promotor Francisco Cembranelli

Para promotor, testemunhas da defesa não mudam nada no caso Isabella

O promotor Francisco Cembranelli, responsável pela acusação de Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, afirmou nesta quarta-feira que "nada de novo" foi apresentado nos depoimentos das 14 testemunhas convocadas pelos advogados de defesa do casal. "Nada mudou para a acusação", disse. Os advogados de defesa foram embora sem falar com a imprensa.

Nardoni e Jatobá são acusados de jogar Isabella, 5, filha dele e enteada dela, pela janela do apartamento onde moravam, no edifício London (zona norte de São Paulo). O crime ocorreu em 29 de março.

Cembranelli disse que a defesa procurou "mais uma vez desviar o foco do que interessa para determinadas figuras". Os depoimentos foram, em sua maioria, de pessoas da família de Natália de Souza Domingos, que freqüenta a casa e festas da família Nardoni há alguns anos. Também depuseram corretores de imóveis e prestadores de serviço para o apartamento do casal.

O tom dos depoimentos foi de afirmar que o casal Nardoni e o resto da família tinham uma relação harmoniosa e afetiva entre si e com a menina Isabella. Além disso, a defesa levantou suspeitas em torno de um prestador de serviço que teria se negado a trabalhar no apartamento após a morte de Isabella.

Cembranelli afirmou que esta foi a mesma estratégia usada anteriormente em relação a um porteiro do prédio. "O porteiro já passou por isso na audiência (...) até mesmo a mãe de Isabella passou por esse constrangimento de ter que responder perguntas sob supeita".

A intenção dos defensores do casal seria achar a suposta terceira pessoa que teria entrado no apartamento e jogado Isabella. "A verdade é que as testemunhas relataram esse prestador de serviço como uma pessoa normal", disse o promotor.
Segundo Cembranelli, ele trabalhou em outros apartamentos depois da morte da menina. "Ele continuou trabalhando após o fato em outros locais, deixou cartão com as pessoas, foi localizado após o fato".

"Atira-se para todos os lados para ver se acerta em alguma coisa". O promotor afirmou também que o fato de os 14 depoimentos terem sido realizados em cinco horas revela a irrelevância das testemunhas. Segundo o Tribunal de Justiça, houve depoimentos de dois minutos e a muitos não passaram de 20 minutos.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u418613.shtml

Sem o casal Nardoni, testemunhas de defesa falam hoje à Justiça

Testemunhas devem dizer ao juiz que Edifício London tem segurança vulnerável.
Peritos contratados George Sanguinetti e Delma Gama serão ouvidos em seus estados.O juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri de São Paulo, começa a ouvir nesta quarta-feira (2) as testemunhas de defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar a menina Isabella na noite de 29 de março. Parentes e amigos do casal, além de prestadores de serviço, darão seus depoimentos na quarta e na quinta-feira (3) no Fórum de Santana, na Zona Norte.



Caso Isabella: cobertura completa

A defesa pediu ao juiz que os réus fossem dispensados de comparecer às audiências. Os advogados alegam que o transporte do pai e da madrasta dos presídios de Tremembé, a 130 km de São Paulo, para a capital, agrava problemas de saúde do casal, como claustrofobia (os veículos são fechados) e labirintite.

Foram convocadas pela defesa 32 testemunhas – 16 por acusado. Cada crime imputado ao casal (fraude processual e homicídio doloso), dá direito à intimação de oito testemunhas. Como o número de pessoas a serem ouvidas é grande, o objetivo, segundo explicou o advogado Ricardo Martins, é tentar ouvir o máximo possível na quarta e na quinta-feira.
O médico-legista George Sanguinetti e a perita criminal aposentada Delma Gama, contratados pela família Nardoni para elaborar pareceres sobre os laudos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico-Legal (IML), serão testemunhas de defesa do casal, mas não comparecerão ao Fórum de Santana. O depoimento deles será colhido nas cidades onde moram por meio de carta precatória.

Pessoas que prestaram serviços ao casal no Edifício London, na Zona Norte, onde a criança foi assassinada, devem falar ao juiz sobre a vulnerabilidade da segurança do prédio. Alguns deles foram ouvidos na fase do inquérito policial.

De acordo com o defensor Ricardo Martins, o edifício mudou procedimentos após a morte de Isabella. “Hoje tem câmeras, que monitoram e gravam, e sensores funcionais. Alterou o procedimento porque havia falhas. Se houve falhas, existe sim a possibilidade de outras pessoas terem entrado lá dentro”, disse ele, acrescentando que no dia do crime outras pessoas tiveram acesso ao prédio.

STF

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou na segunda-feira (30) em caráter liminar (decisão provisória) novo pedido de liberdade do casal, preso desde 7 de maio. O julgamento do mérito (decisão permanente) do pedido de habeas corpus por ministros da Quinta Turma do STJ só deve ocorrer em agosto devido ao período de férias forenses, em julho.

Após a decisão de segunda-feira do ministro do STJ Napoleão Nunes Maia Filho, o advogado Ricardo Martins afirmou que a “tendência natural” é que a defesa aguarde o julgamento do mérito do pedido de habeas corpus para depois recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), caso a decisão da Quinta Turma do STJ seja desfavorável ao casal.

“Se (o pedido de liberdade) for indeferido no STJ, acreditamos que o STF conceda (a liberdade ao casal) e faça valer o que está na Constituição”, disse Ricardo Martins.

http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL632551-15528,00-SEM+O+CASAL+NARDONI+TESTEMUNHAS+DE+DEFESA+FALAM+HOJE+A+JUSTICA.html

terça-feira, 1 de julho de 2008

Em homenagem ao aniversário da menina Isabella.

Um passarinho, inocente mensageiro,
hoje, bem cedinho,
anunciou
a festinha de aniversário
da graciosa menininha.
Esperança nas asas
e um ramo de rosas no bico
viera, num vôo suave,
de um bosque iluminado
por brilhantes estrelinhas.

Uma voz chorosa lhe disse
das tristes sombras
que cerraram os olhos
da menininha
e da súbita infelicidade
que fez tombar
as seis velinhas.

À luz da aurora,
o colibri avista
a morada terrena
de um anjinho
e põe, sobre ele, o ramo de rosas
e lágrimas lavam a laje fria.

Como num sonho,
no dorso do passarinho,
a menininha se distancia
rumo ao bosque sagrado
onde as crianças se eternizam.

Raymundo Luiz Lopes / 18-04-2008

Sanguinetti: não há prova técnica contra madrasta de Isabella

O professor de Medicina Legal George Sanguinetti e a perita aposentada Delma Gama rebateram as informações de um novo laudo do Instituto de Criminalística (IC) sobre a morte da menina Isabella Nardoni, em São Paulo. Para os especialistas, as informações são uma tentativa dos peritos de incriminar a madrasta da menina, Anna Carolina, já que, segundo eles, não existem provas técnicas contra ela.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o laudo do IC apontaria que Anna Carolina Jatobá ajudou o marido e pai da menina, Alexandre, a jogar Isabella do andar do Residencial London no último dia 29 de março.

"Eu consigo fazer o que quiser com um computador e um programa de animação gráfica. O que eu quero são provas técnicas que comprovem isso. Não há recenticidade e autenticidade do sangue no carro e não há condição de prova técnica de que a Anna Carolina desferiu o golpe", disse Sanguinetti.

Segundo Sanguinetti, essa nova ofensiva da perícia oficial ocorreu depois que ele rebateu as argumentações de que a menina teria sido esganada. "A primeira informação da perícia e que levou à prisão deles foram os trabalhos relacionados à esganadura, mas provei que isso não aconteceu."

"Eu nunca vi um esforço tão grande em incriminar o casal. Não houve ataque à menina no carro. Estão desesperadamente tentando colocar Anna na cena do crime", afirmou Delma.

Para a perita, esta nova ofensiva acontece após os questionamentos apresentados por ela e por Sanguinetti em relação à esganadura. "Por que eles insistiram na esganadura e desprezaram depois?"

O parecer dos especialistas encomendado pela defesa do casal foi anexado ontem ao processo. O cartório do Fórum de Santana confirmou o recebimento da documentação. São 98 páginas de documentos, com 368 fotografias da vistoria realizada no dia 11 de junho e 15 gráficos. Segundo Delma, o trabalho responde a 40 quesitos formulados pelos especialistas.

http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2983562-EI5030,00-Caso+Isabella+legista+da+defesa+rebate+laudo+do+IC.html

CRIME HORRENDO DEIXA SEGUIDORES

(Tereza Cristina Saraiva)

A total falta de amor, irresponsabilidade,
A falta de estrutura familiar
A permissão e a má vontade de se criar e educar
O dinheiro a frente de valores
A falta de dinheiro a frente daqueles que tem e não são punidos
A má vontade de nossos governantes com o nosso povo carente
Carente de esperança
Carente de educação
Carente de punições
Carente na qualidade de vida!
Mães jovens irresponsáveis, filhos de pai jovens igualmente irresponsáveis
A falta de limites!
A falta de equilíbrio
A fome
Fome de educação
Fome de amor
Fome de desejo de mudança
Fome da falta de qualquer sentimento digno.
Seguidores da falta de amor, assassinos de um futuro exterminado
Nosso futuro sendo abatido como animais doentes
Jogados pelas janelas.
Portas fechadas para nossas esperanças
Abertas a mentes doentias.
Isabelas, Pedrinhos, Marianas...
Lista crescente de um país doente da simples falta de amor
E permissividade de nossas leis brandas para assassinos de um futuro.

ANA CAROLINA DE OLIVEIRA

(Tereza Cristina Saraiva)

Acalma-te coração de mãe
Pois tem tantas mães com batimentos iguais
Querendo Justiça e nada mais

Acalma-te coração de mãe
Pois existem ainda pais
Que indignados sofrem
E o bater de coração fica mais fraco.

Acalma-te coração
Pois nele bate milhões de brasileiros
Cada um com mais vontade
Bate sem medo
Corações frágeis
Corações juvenis
Corações experientes
Cada um sabe o que sente
Dá justiça um presente
De Deus a própria Justiça

Peritos confirmam que agressão a Isabella começou dentro do carro dos Nardoni

O laudo da reconstituição da morte de Isabella, 5, elaborado pelos peritos do Instituto de Criminalística da Superintendência da Polícia Técnico-Científica de São Paulo confirma que as agressões à garota começaram dentro do carro do pai, Alexandre Nardoni, 29, um Ford Ka. Nardoni e a madrasta da menina, Anna Carolina Jatobá, 24, permanecem presos em penitenciárias de Tremembé (147 km de São Paulo) acusados da morte de Isabella. Eles negam o crime.

Os advogados de defesa tentaram ontem (30), sem sucesso, a liberdade do casal no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Isabella, morta no dia 29 de março ao ser agredida e depois lançada do 6º andar do edifício London, na Vila Mazzei (zona norte de SP), estava no carro com o pai, a madrasta e os dois filhos de Nardoni e Jatobá.

O laudo aponta que a madrasta desferiu o primeiro golpe contra a cabeça de Isabella. O golpe foi dado de forma acidental, quando Jatobá, que estava no banco dianteiro do carona, se virou e atingiu Isabella.

A cena consta da animação gráfica com duração de cerca de sete minutos produzida pelo IC. A animação foi produzida a partir de vídeos feitos na reconstituição do crime realizada no dia 27 de abril, fotos do laudo inicial nas dependências do apartamento e informações do exame necroscópico.

O laudo elaborado pelos peritos do Núcleo de Crimes Contra a Pessoa do IC descarta a hipótese de uma terceira pessoa envolvida no crime e apontam que Jatobá auxiliou Nardoni a jogar Isabella do sexto andar do prédio.

A conclusão é baseada na convicção dos peritos de que Isabella pesava 25 kg e que Nardoni se desequilibrou no trajeto até a janela. Outro ponto defendido pelos técnicos é que o sangue na testa foi limpo antes de a garota ser jogada, o que leva a conclusão por parte dos peritos de que seria impossível Nardoni ter segurado a garota e limpado ele mesmo o sangue na testa de Isabella, antes dela ser lançada.

O trabalho dos peritos será entregue ainda nesta terça-feira ao promotor Francisco Cembranelli.

O laudo e a animação gráfica detalham o que Jatobá e Nardoni fizeram com a criança. Nele é possível identificar o que cada um fez na noite do crime.

Os peritos confirmam, por exemplo, que seria impossível Jatobá jogar a criança pela janela sozinha.

A cronometragem do tempo apontou que se houvesse uma terceira pessoa, ela teria exatos 16 minutos e 56 segundos para acessar o elevador, invadir o apartamento, agredir a criança, cortar a tela da rede de proteção da janela do quarto de onde a garota foi jogada e sair sem deixar vestígios.

A partir de quarta-feira (2) começam a ser ouvidas as testemunhas de defesa do casal. Os depoimentos serão feitos ao juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana, localizado no bairro de Casa Verde (zona norte de SP).

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u418069.shtml

Madrasta ajudou pai a jogar Isabella

Madrasta ajudou pai a jogar Isabella, indica laudo do IC

Peritos do Instituto de Criminalística (IC) estão convencidos de que Anna
Carolina Jatobá, madrasta de Isabella Nardoni, não só esteve na cena do crime,
em 29 de março, como ajudou o marido, Alexandre, a jogar a menina do 6º andar
do Residencial London, na zona norte de São Paulo. A conclusão está no laudo
da reconstituição, que será entregue hoje ao promotor Francisco Cembranelli.

Até agora, a única prova técnica contra a madrasta é uma gota de sangue numa
sapatilha dela. Havia indícios da participação de Anna na esganadura a que
Isabella foi submetida, mas policiais e peritos reconheciam a fragilidade
dessa vinculação. As outras provas - desde a pegada sobre o lençol até as
marcas da tela de proteção na camiseta - apontavam para Alexandre.

As suspeitas contra Anna surgiram da comparação do formato e da quantidade
de sangue no chão do apartamento e sobre os lençóis dos irmãos de Isabella.
Chamou a atenção o fato de não haver sangue na camiseta de Alexandre, apesar
de a menina ter sido carregada e ter um corte de 5 milímetros na testa. Os
peritos do IC consideram improvável que, após escorregar duas vezes, o pai
tenha caminhado sobre as camas sem auxílio de outro adulto. Com a filha no
colo, Alexandre dificilmente teria como colocar os pés de Isabella pelo corte
na tela de proteção sem a ajuda de Anna.

No laudo de 57 páginas, o Núcleo de Crimes Contra a Pessoa responde a dois
quesitos formulados pela delegada Renata Pontes, do 9º DP. Ela queria saber
se as chaves do apartamento vizinho, da irmã de Alexandre, poderiam abrir
o imóvel do casal. Os peritos afirmam que elas têm segredos distintos. A
outra diz respeito ao tempo que Alexandre e Anna teriam gasto para cumprir
a versão apresentada à polícia - ele não condiz com o registrado pela perícia.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

HOMENAGEM A PEDRO HENRIQUE

HOMENAGEM A PEDRO HENRIQUE
(Tereza Cristina Saraiva)

P ai queria tanto está com você
E não deixavam
D ói ainda pai
R ezava todos os dias para você vir me pegar
O meu corpinho pai ainda dói

H oje tenho certeza
E u queria morar com você pai
N inguém ali naquela casa me amava
R esolveram tirar a minha vida
I sto para eles pai era um alívio
Q ue a Justiça dos homens seja feita
U na sua força pai, para brigar por mim
E u te amo pai e sei que você me ama

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Casal Nardoni tem novo pedido negado pelo STJ

O ministro Napoleão Nunes Maia Filho, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), indeferiu há instantes pedido de liminar em habeas-corpus do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, que pretendia a liberdade e a anulação da denúncia recebida pela Justiça de São Paulo. O casal é acusado da morte da menina de cinco anos Isabella Nardoni, filha de Alexandre e enteada de Anna Carolina, no dia 29 de março de 2008, em São Paulo (SP).
http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=88158