O laudo da reconstituição da morte de Isabella, 5, elaborado pelos peritos do Instituto de Criminalística da Superintendência da Polícia Técnico-Científica de São Paulo confirma que as agressões à garota começaram dentro do carro do pai, Alexandre Nardoni, 29, um Ford Ka. Nardoni e a madrasta da menina, Anna Carolina Jatobá, 24, permanecem presos em penitenciárias de Tremembé (147 km de São Paulo) acusados da morte de Isabella. Eles negam o crime.
Os advogados de defesa tentaram ontem (30), sem sucesso, a liberdade do casal no STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Isabella, morta no dia 29 de março ao ser agredida e depois lançada do 6º andar do edifício London, na Vila Mazzei (zona norte de SP), estava no carro com o pai, a madrasta e os dois filhos de Nardoni e Jatobá.
O laudo aponta que a madrasta desferiu o primeiro golpe contra a cabeça de Isabella. O golpe foi dado de forma acidental, quando Jatobá, que estava no banco dianteiro do carona, se virou e atingiu Isabella.
A cena consta da animação gráfica com duração de cerca de sete minutos produzida pelo IC. A animação foi produzida a partir de vídeos feitos na reconstituição do crime realizada no dia 27 de abril, fotos do laudo inicial nas dependências do apartamento e informações do exame necroscópico.
O laudo elaborado pelos peritos do Núcleo de Crimes Contra a Pessoa do IC descarta a hipótese de uma terceira pessoa envolvida no crime e apontam que Jatobá auxiliou Nardoni a jogar Isabella do sexto andar do prédio.
A conclusão é baseada na convicção dos peritos de que Isabella pesava 25 kg e que Nardoni se desequilibrou no trajeto até a janela. Outro ponto defendido pelos técnicos é que o sangue na testa foi limpo antes de a garota ser jogada, o que leva a conclusão por parte dos peritos de que seria impossível Nardoni ter segurado a garota e limpado ele mesmo o sangue na testa de Isabella, antes dela ser lançada.
O trabalho dos peritos será entregue ainda nesta terça-feira ao promotor Francisco Cembranelli.
O laudo e a animação gráfica detalham o que Jatobá e Nardoni fizeram com a criança. Nele é possível identificar o que cada um fez na noite do crime.
Os peritos confirmam, por exemplo, que seria impossível Jatobá jogar a criança pela janela sozinha.
A cronometragem do tempo apontou que se houvesse uma terceira pessoa, ela teria exatos 16 minutos e 56 segundos para acessar o elevador, invadir o apartamento, agredir a criança, cortar a tela da rede de proteção da janela do quarto de onde a garota foi jogada e sair sem deixar vestígios.
A partir de quarta-feira (2) começam a ser ouvidas as testemunhas de defesa do casal. Os depoimentos serão feitos ao juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana, localizado no bairro de Casa Verde (zona norte de SP).
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u418069.shtml
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