domingo, 24 de agosto de 2008

Promotor de Justiça Francisco Cembranelli

"Irei fazer justiça" diz promotor do caso Isabella
23/08/2008 às 16:40

O promotor de Justiça da cidade de São Paulo Francisco Cembranelli afirmou que pretende fazer justiça no caso Isabella Nardoni. "Farei o que a sociedade espera que seja feito em um caso como este. Farei, através de provas, justiça", disse. Cembranelli reforçou a sua posição sobre a culpa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá na morte da filha. "Eu trabalho com provas e fatos e não com suposições. Eu trabalho com o que existe. E o que existe incrimina o casal Nardoni", afirmou. O promotor participou da palestra O caso Isabella Nardoni na visão do MP, promovida pela Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP), na manhã de hoje, em Porto Alegre.

Apesar de não apontar as razões pelas quais o casal teria a matado a filha, Cembranelli afirmou que não há necessidade legal de esclarecer o motivo, enquanto há provas cabais que comprovam como o fato aconteceu. "Eu tenho a prova de que o casal se desentendeu dentro do carro, eu tenho a prova de ela (Isabella) foi agredida dentro de casa, que a janela foi cortada e que a menina foi jogada de lá", explicou. O promotor afirmou que falará sobre tudo o que sabe somente durante o julgamento do casal.

Durante palestra, o promotor explicou para cerca de 500 profissionais e estudantes da área do direito, todo o trabalho que foi realizado pelo Ministério Público (MP), até o momento, para desvendar o crime que chocou o Brasil. Segundo Cembranelli, a promotoria chegou a estudar a versão apresentada pelo casal, de que haveria uma terceira pessoa dentro do apartamento, mas que devido às provas, esta versão não se confirma.

Para justificar sua opinião, Cembranelli relembrou a fralda encontrada dentro de um balde, no apartamento do casal. Segundo o promotor, a fralda havia sido lavada de tal forma que os vestígios de sangue só puderam ser percebidos quando em contato com o reagente. "Se houvesse uma terceira pessoa dentro do apartamento, seria uma pessoa bastante cautelosa, pois tomou o cuidado de lavar a fralda antes de deixar a cena do crime", afirmou.

Reações do casal

O promotor também sobre as lágrimas derramadas pelo casal durante a entrevista ao Fantástico, pouco tempo depois do crime. "Eu acompanhei pessoalmente o interrogatório policial do pai e da madrasta. Em 12 horas de depoimento, nenhum deles derramou uma lágrima", contou.

Cembranelli afirmou também que estranhou a reação de Alexandre Nardoni ao perceber que sua filha estava desacordada no andar térreo do prédio. Conforme o promotor, mesmo vendo que a menina ainda estava com vida, Alexandre estaria preocupado com o desaparecimento de objetos dentro do imóvel. "Quando a polícia chegou e ele (Alexandre) percebeu que a menina estava com vida, ele teria virado para a mulher e dito 'sobe com um policial e vai ver se está faltando alguma coisa no apartamento'", disse.

Escrúpulos

O promotor também explicou porque optou por não ouvir o depoimento do irmão mais novo de Isabella, Pietro, de três anos de idade, que estava dentro do apartamento quando tudo aconteceu.

Conforme Cembranelli, se Pietro prestasse depoimento, mesmo que de forma infantil, este fato poderia lhe causar sérios danos emocionais no futuro. "Em nenhum momento cogitei ouvi-lo. Amanhã ele será um adolescente ou adulto e terá de conviver com o fato de que um promotor de justiça arrancou dele provas, sem que ele pudesse opinar, que incriminavam seus pais", disse.

http://www.paraiba.com.br/noticia.shtml?76870

Um comentário:

Anônimo disse...

nunk mais falaram sobre o caso, nem jornal, nem tv...nao temos mais nada sobre o andamento do caso...